Ressaca....
É com essa sensação que começo a semana...
Mas se trata de uma ressaca sem envolvimento alcóolico...
uma ressaca moral daquelas que faz com que a pergunta "E agora, o que é que eu faço?" invade as tentativas de retomar a vida em uma normalidade...
Ah, como se fosse possível... normalidade...
Penso na aula que darei, começo a organizar uns pensamentos e pá!!!!
O Estado de Exceção invade e dá nós na boca do estômago... na garganta... na cabeça... e na alma...
Sou uma corda de marinheiro, cheia de nós dos mais variados... e estes ainda se apertam de tempos em tempos só para me lembrar dos absurdos que vivemos nos últimos dias, meses e anos...
Meu corpo se contorce, minha alma se contorce porque ainda não sei o que fazer com isso...
A impotência diante do absurdo que dobra e contrai as fibras musculares, as linhas de raciocínio, o coração...
Daí vem um novo pensamento... o que é resistir?
Fiquei pensando muito nessa palavra ontem... o que fazer para resistir a isso tudo...?
Daí me veio mais um aperto concomitante de nós no corpo e na alma... uma falta de ar, uma vontade de chorar... e um pensamento diante de uma impossibilidade de me fazer presente na Maré...
Essa expressão do corpo diante do indizível é em si resistência.... é a condição para que consiga transmutar em palavras e ações as maiorias dos nós... esse nó, mesmo sentido no meu corpo, não é meu! E ao transformá-lo em meu, adoeço... por isso retomei esse espaço...
Ontem só dormi hoje, por volta das cinco da manhã... coração acelerava, apertos mil... dormi até as 8... dormi três horas... por três horas o cansaço venceu o aperto dos nós, que lá continuaram pois não descansei... acordei como de um desmaio, exausta e doída... mas com a certeza de que essa dor não é só minha... é nossa! E que resistir é sustentar essa dor, ocupar os espaços e falar dela!
Enfim, escrevo mais uma vez fragmentos de pensamentos doloridos para afirmar que resistir é doído...
É com essa sensação que começo a semana...
Mas se trata de uma ressaca sem envolvimento alcóolico...
uma ressaca moral daquelas que faz com que a pergunta "E agora, o que é que eu faço?" invade as tentativas de retomar a vida em uma normalidade...
Ah, como se fosse possível... normalidade...
Penso na aula que darei, começo a organizar uns pensamentos e pá!!!!
O Estado de Exceção invade e dá nós na boca do estômago... na garganta... na cabeça... e na alma...
Sou uma corda de marinheiro, cheia de nós dos mais variados... e estes ainda se apertam de tempos em tempos só para me lembrar dos absurdos que vivemos nos últimos dias, meses e anos...
Meu corpo se contorce, minha alma se contorce porque ainda não sei o que fazer com isso...
A impotência diante do absurdo que dobra e contrai as fibras musculares, as linhas de raciocínio, o coração...
Daí vem um novo pensamento... o que é resistir?
Fiquei pensando muito nessa palavra ontem... o que fazer para resistir a isso tudo...?
Daí me veio mais um aperto concomitante de nós no corpo e na alma... uma falta de ar, uma vontade de chorar... e um pensamento diante de uma impossibilidade de me fazer presente na Maré...
Essa expressão do corpo diante do indizível é em si resistência.... é a condição para que consiga transmutar em palavras e ações as maiorias dos nós... esse nó, mesmo sentido no meu corpo, não é meu! E ao transformá-lo em meu, adoeço... por isso retomei esse espaço...
Ontem só dormi hoje, por volta das cinco da manhã... coração acelerava, apertos mil... dormi até as 8... dormi três horas... por três horas o cansaço venceu o aperto dos nós, que lá continuaram pois não descansei... acordei como de um desmaio, exausta e doída... mas com a certeza de que essa dor não é só minha... é nossa! E que resistir é sustentar essa dor, ocupar os espaços e falar dela!
Enfim, escrevo mais uma vez fragmentos de pensamentos doloridos para afirmar que resistir é doído...
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